sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

ESBOÇO DA HISTÓRIA CARNAVALESCA EM SETE LAGOAS




MOMO

E SUA HISTÓRICA CORTE EM SETE LAGOAS

INTRODUÇÃO
O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior à quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval. Em relação a Sete Lagoas essa festa tem história enraizada em um período posterior ao entrudo denominado corso, que logo a seguir deu origem aos blocos carnavalescos e sucessivamente às escolas de sambas. Nesse sentido a exposição; “MOMO E SUA HISTÓRICA CORTE EM SETE LAGOAS” provoca uma abordagem documental com foco nas principais iniciativas que coloriram de alegria, por algum tempo, o cenário da atuação do Rei Momo na cidade.

HISTÓRIA DO CARNAVAL
O * Entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem europeia.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos tornaram-se mais populares no começo do século XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.
No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.
A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem às ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.
Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, são uma das principais atrações desta cidade durante o carnaval.
Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.
Dentro dessa variedade de proposta representativa, que acontece nas regiões brasileiras, é que vamos enquadrar o carnaval de Sete Lagoas como um dos eventos que incorpora ações de outros estados e acaba por concluir uma expressão popular bem variada em um único lugar. No inicio nosso carnaval foi influenciado pelo corso relembrando aí os clubes, Democrata, Bela Vista, Cutuba, Palmeiras e America. Desses, começou a transformação em blocos caricatos tais como; Boca Branca, Banda Mole, Acadêmicos do Samba, Demônios do Samba, Boca Negra e mais recentemente; Saci Pererê, Bloco do Boi, etc... E, logo a seguir surgiram as escolas de samba que marcaram época com suas coloridas e esfuziantes fantasias embaladas pelo samba enredo. As principais escolas foram criadas na década de 80 e tinham sua participação efetivada pelos foliões que investiam em suas fantasias e provocavam explosões de alegria e paixão, foram elas: Mocidade Unida, Vasco da Gama, Dez pras Dez, Bandeira Branca, Imperatriz Catarinense. Todo esse clima era pontuado pelas serpentinas e confetes (originários dos corsos), além das marchinhas e os mamulengos, as primeiras de origem portuguesa e adaptação carioca e os segundos do nordeste brasileiro.  Tudo isso junto foi o que faltava para o carnaval Sete-Lagoano nos idos anos 80, se despontar como um dos mais animados e ecléticos do país.

Metodologia
A exposição conta com apoio dos representantes das principais escolas de samba da cidade, sendo que os blocos caricatos da cidade terão uma formatação expográfica própria nos próximo ano. 

A curadoria usará dados documentais de criação das agremiações que serão compilados em um folder de 8 páginas. Serão produzidos painéis fotográficos impressos em banner de 2.70cm x 1.50cm, e parcialmente reproduzidos no folder.

Para reforçar a plasticidade da exposição, convidou-se o Atelier Padre Eustáquio para que  exponha indumentárias e ou objetos que remontem à existência, tanto das Escolas de Samba como dos Corsos.

A abertura da exposição contará com performers famosos tais como, MÁRCIA FLÁVIA (Introdutora da arte performática em Sete Lagoas) não se apresentou no dia; JULIO GOMES (Excelente Ator da arte do teatro) não se apresentou no dia; BÁRBARA SANTOS (Novíssima artista teatral residindo em Sete Lagoas), GUSTAVO GOMES (Veterano artista teatral, Canavalesco, Estilista); ILTON TELES (Incrível escultor – santeiro – carnavalesco por tradição); MAÍSA (Jovem revelação como porta Bandeira). Esses excelentes artistas encenarão um pré-carnaval em frente à Casa da Cultura de Sete Lagoas com mestre sala e porta bandeira ostentando a bandeira do município. ILTON TELES E MAISA, juntamente com MÁRCIA FLÁVIA E JULIO GOMES, se apresentarão na área externa à Galeria Myralda, sendo que os convidados a executarem marchinhas carnavalescas; RONALDO GONÇALVES, GERALDINHO BOMBEIRO, NOZÃO, NIDIA MARA, NEUSA ALMEIDA, SAMUEL, MARIANA CARDOSO, CARMEM GONÇALVES, GUSTAVO GOMES (Drag Queen); BÁRBARA SANTOS (Estátua Viva); se apresentarão ao vivo dentro da galeria

CRONOGRAMA
Janeiro e fevereiro/ pesquisa de campo para levantamento de dados historiográficos – montagem de artes e textos – acompanhamento gráfico e impressão, montagem da exposição e desenvolvimento de textos curatoriais e organização da abertura da exposição.
A abertura da exposição está prevista para o dia 26 de fevereiro de 2014, permanecendo aberta ao público até dia 26 de março de 2014.

Fontes: http://www.suapesquisa.com/carnaval/entrudo.htm

http://www.claudialima.com.br/pdf/O%20ENTRUDO%20E%20O%20CARNAVAL%20BRASILEIRO.pdf

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